segunda-feira, 30 de julho de 2018

Governistas e petistas já comemoram “sim” de Couto para a disputa do Senado

Governistas e petistas já comemoram “sim” de Couto para a disputa do Senado

Onde há fumaça, há fogo, diz o ditado popular. E é mais ou menos isso o que vem acontecendo em relação à pré-candidatura do deputado federal Luiz Couto (PT) para o Senado. De um lado, a postura cautelosa do parlamentar. Por outro, o otimismo da chapa encabeçada pelo socialista João Azevêdo e pelos petistas. O que era especulação e torcida, agora, ganha ares de comemoração na base governista. Tudo apesar de o parlamentar assegurar que só vai para a disputa se houve compromisso, por parte do PT, de que ele terá estrutura de campanha e a marca de “senador de Lula”. O prazo ao partido para que haja garantias termina nesta quarta-feira (31). Pessoas que conversaram com o governador Ricardo Coutinho (PSB), no entanto, garantem estar tudo fechado.

O professor do curso de Comunicação da UFPB, Edônio Alves, diz ter ouvido a garantia do próprio governador Ricardo Coutinho. A mesma expectativa foi externada nas redes sociais pelo também professor da UFPB e ex-presidente estadual do PT, Charliton Machado.

O nome de Luiz Couto para a disputa da vaga para o Senado na chapa de João Azevêdo havia perdido força. Há dua semanas, a expectativa era a de que a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) fizesse dobradinha com Veneziano Vital do Rêgo (PSB) na disputa pelo cargo. Uma sequência de intercorrências, fogo-amigo e negociações com a chapa encabeçada por Lucélio Cartaxo (PV), no entanto, praticamente inviabilizaram a articulação. Com isso, o caminho ficou aberto para Couto. Faltava o aval nacional. Ele veio depois da visita do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, na semana passada. Desde então, restou como condição imposta pelo parlamentar a garantia de estrutura para a disputa.

O PT cobra também do governador Ricardo Coutinho a garantia de apoio ao ex-presidente Lula. O assédio é comum em todo o Brasil, para garantir o apoio do partido ao ex-presidente, que disputará a reeleição. Lula está preso em Curitiba, por causa da condenação no caso do tríplex do Guarujá, em São Paulo. Mesmo assim, o petista mantém a pré-candidatura. O PSB está dividido em todo o Brasil. Parte apoia Ciro Gomes (PDT), outra Lula e já um grupo significativo defendendo o não fechamento de uma aliança nacional. Uma reunião será realizada nesta segunda-feira (30) em Brasília para discutir o caminho do partido.

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